Liberdade do Legalismo

Somos escravos de uma religião legalista?

João professou a fé quando criança e foi ensinado na gloriosa verdade do evangelho, que Jesus Cristo morreu pelos pecadores. Mas depois dessa profissão inicial de fé, toda a sua experiência cristã estava focada na manutenção de regras. Cristãos, ele foi instruido, mantém as regras – e não simplesmente os mandamentos bíblicos diretos, mas também uma série de “princípios” na área de namoro e amizades, uso de álcool, cultura popular, e assim por diante. A maior preocupação era manter Jimmy e os jovens cristãos como ele “sem manchas do mundo”; o resultado foi que o evangelho que ele conheceu foi mutilado por um conjunto de padrões de comportamento.

10 mandamentos

Devemos nos proteger contra o descuido de uma acusação de legalismo. No entanto, devemos também reconhecer que o legalismo em variados perfis e formas está vivo e bem nas igrejas evangélicas reformadas, e isso também deve ser vigiado com a máxima determinação.

Cruz

O legalismo é, por definição, uma tentativa de acrescentar algo à obra completa de Cristo. É confiar em outra coisa senão em Cristo e em sua obra completa e permanente diante de Deus. A refutação do legalismo no Novo Testamento é primariamente uma resposta às perversões da doutrina da justificação somente pela fé.


É possível, para nós, começarmos a vida cristã crendo em Cristo e em sua obra salvadora e, então, cairmos na armadilha de imaginar que é inteiramente nossa responsabilidade terminarmos o que ele começou. Na santificação, não menos do que na justificação, as palavras de Jesus são verdadeiras:

“Sem mim, nada podeis fazer” (João 15.5)

O legalismo é as vezes alimentado por pregadores apaixonados que enfatizam o ensinamento de Jesus sobre as exigências do discipulado cristão ao mesmo tempo em que se divorciam deles ou minimizam o ensino apostólico sobre a natureza da obra salvadora de Cristo pelos pecadores.

Aqueles que abraçaram o legalismo proíbem o que Deus não proibiu e ordenam o que ele não ordenou. Eles impõem a si mesmos e aos outros um padrão de santidade externa, ao qual Deus não estabeleceu em Sua Palavra. Essa é uma das formas mais predominantes e perniciosas de legalismo na igreja hoje. Muitas vezes vem na forma de proibições contra comer certos alimentos e beber álcool. Às vezes, insinua-se através de convicções pessoais sobre paternidade e educação.

Cruz de Cristo

A graça de Deus no evangelho é a única cura para o legalismo. Quando reconhecemos o legalismo em nossas vidas, devemos fugir para o Cristo crucificado. Ao fazê-lo, novamente começaremos a crescer em nosso amor por aquele que morreu para nos curar de nossa propensão a confiar em nossas próprias obras ou realizações. Precisamos diariamente ser lembrados da graça que cobriu todos os nossos pecados, nos proveu com a justiça que vem de fora de nós mesmos e nos libertou do poder do pecado. Só então poderemos seguir com alegria a santidade. Só então amaremos a lei de Deus sem tentar guardá-la para nossa justificação diante dele.

Justificação pela Fé

Romanos 3 é certamente um dos capítulos da Bíblia no qual enxergamos o evangelho mais claramente. Vemos que Deus e sua Graça é a fonte de nossa salvação; Cristo e sua Cruz, a base; e a fé, o meio. Por causa de Cristo somos legalmente considerados justos diante de Deus (justificação) e libertos da escravidão do pecado (redenção). Na morte de Cordeiro de Deus, a ira divina foi apaziguada (propiciação) e a justiça de um Deus justificador revelada (demonstração).


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Conteúdo extraído dos artigos "Superando o legalismo", "As raízes do legalismo" e "Definindo legalismo", disponíveis em voltemosaoevangelho.com